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  • O sócio da A1 Corretora de Seguros, Adriano Luiz A. dos Santos, é entrevistado pelo Jornal da Acil em reportagem sobre Seguros.

     

    Companhias oferecem diversas modalidades de cobertura que podem garantir

    mais tranqüilidade a empresas e pessoas físicas.

    Guto Rocha

    Especial para o Jornal da ACIL (http://www.acil.com.br/jornal-detalhe/122/11/993)

    Adriano Luiz - Corretor de Seguros sócio da A1 Corretora de Seguros

    Das pernas da atriz famosa a um simples celular. Hoje em dia quase tudo pode ser protegido por uma apólice de seguros. Mas no Brasil este é um mercado que ainda tem muito espaço para crescer. “O brasileiro ainda não tem uma cultura para a contratação de seguros, a não ser para os carros”, observa o delegado do Sindicato dos Corretores de Seguro do Paraná para a região de Londrina, Claudemir Rossetto.

    O corretor afirma que o seguro mais popular no país é o de automóvel. “No Brasil, a pessoa não tem seguro de vida ou da casa, mas faz o do carro muitas vezes antes mesmo de sair da concessionária de veículos”, observa. Rossetto afirma que os valores de um seguro poderiam inclusive ser mais baixos se houvesse mais pessoas contratando o serviço das seguradoras. “Além disso, a frequência de sinistros é grande, com o alto índice de violência, roubos de veículos ”, comenta.

    No entanto, destaca o corretor, fazer um seguro de um carro é mais caro do que o de uma residência. Segundo ele, isso acontece por que no Brasil não há tantos desastres naturais. “Hoje uma pessoa faz o seguro de uma casa de R$ 300 mil, com tudo dentro, contra incêndio, vendaval e roubo, por cerca de R$ 300 reais por ano. Enquanto que para um carro de R$ 30 mil o seguro fica em cerca de R$ 1,5 mil por ano”, diz.

    O corretor Adriano Luiz Alves dos Santos, da A1 Corretora de Seguros, afirma que ao contratar um seguro a pessoa ou empresa está se protegendo contra imprevistos e garantindo assim mais tranquilidade. “O seguro pode minimizar os prejuízos provocados por um sinistro e até dar mais segurança para uma família, no caso da perda de um parente”, observa.

    Santos afirma que hoje existe seguro para quase tudo. Além dos mais tradicionais, como de carro, de vida, casa e empresas, as companhias oferecem coberturas para responsabilidade civil para profissionais liberais e para determinados serviços. “Uma pessoa que também fica incapacitada de trabalhar temporariamente por acidente ou doença pode fazer um seguro de renda para assegurar seus ganhos enquanto não puder retomar suas atividades”, observa. Outra modalidade pouco conhecida é a do seguro de riscos de engenharia, que cobre qualquer construção civil em andamento. “Grandes shoppings obrigam os lojistas a contratar este tipo de seguro”, observa.

    O seguro de partes do corpo, que é o exemplo que abre esta matéria, é mais comum entre celebridades. Rossetto explica que nem todos podem fazer este tipo de seguro, que antes de ser contratado passa por uma rigorosa análise por parte da seguradora. “A Claudia Raia fez um seguro das pernas, mas ela é uma atriz e dançarina que precisa das pernas para sobreviver. Um cirurgião, por exemplo, pode fazer seguro de invalidez e estipular que, caso perca um dedo, que é essencial para sua atividade, quer receber uma indenização específica para esta parte do corpo”, diz.

    O mercado de seguros no Brasil é controlado e fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia do Ministério da Fazenda, e normatizado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNPS), órgão do Governo Federal. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) é a instância que protege quem contrata seguros.

    A recomendação do delegado do Sindicato de Corretores de Seguros em Londrina é de que sempre se opte por uma assessoria de um corretor ao contratar um seguro. Segundo ele, para ser um corretor, o profissional teve que passar por uma formação específica na Escola Nacional de Seguros que o habilita a orientar o consumidor sobre o melhor contrato para suas necessidades. “Depois de feita análise da demanda do cliente, o corretor vai ao mercado em busca da companhia que oferece o seguro mais adequado ao perfil do contratante”, afirma.

    Santos observa que além da formação, o corretor deve ter registro profissional no Susep. Ele afirma que, apesar de os bancos e concessionárias de automóveis poderem vender seguros, estes não são os melhores lugares para se adquirir uma apólice. “Os funcionários destes estabelecimentos não têm formação específica e muitas vezes vendem o seguro errado, e quando o cliente precisar acionar o contrato pode ter seu pleito negado. Banco é para investimento, seguro só com corretores habilitados na Susep”, orienta.

    Os dois corretores salientam ainda o trabalho de pós-venda que o profissional habilitado irá prestar ao cliente. “O bom corretor de seguros é o elo entre o cliente e a seguradora, a oficina mecânica, a vistoriadora, e o auxilia até com os cuidados com terceiros que se envolvem no sinistro”, observa Santos. Em caso de cometer erros na formulação da proposta e contratar o seguro de maneira errada, o corretor também poderá responder na Justiça por isso. “Caso o cliente não tenha seu prejuízo ressarcido por um erro do corretor, este pode ser condenado a indenizar o cliente”, afirma Rossetto.

     “Seguro é manutenção de investimentos”

    Enquanto concedia entrevista para o Jornal da ACIL, o empresário Maximino Trevisan também preparava a bagagem para ir viajar. Ele falava sobre as vantagens de se contratar seguros, e uma delas, destacada por ele, é a tranquilidade de poder sair de casa sem se preocupar com os ladrões. “Minha casa tem seguro há mais de quatro anos. Isso me dá um sossego na hora de sair, viajar. A gente torce para não acontecer nada, mas, se acontecer, meu patrimônio está protegido”, comenta Trevisan.

    O empresário conta que é adepto dos seguros. Além do residencial, também mantém seguro de vida pessoal. “É uma maneira de garantir mais tranquilidade para a família”, afirma. Trevisan também mantém apólices de seguro patrimonial de sua empresa e de sua frota de carros.

    Ele afirma que já foi indenizado pela seguradora duas vezes por causa do roubo de dois de seus veículos. “Foram dois assaltos à mão armada. E graças ao seguro conseguir repor as perdas”, comenta. Trevisan afirma que sempre faz seus seguros com o mesmo corretor e nas duas vezes que teve se solicitar a indenização, o trabalho ficou todo por conta do profissional contratado. “Recebi o que me era de direito bem rápido”, garante.

    Outro empresário que não abre mão de contratar seguros é o imobiliarista Luiz Carlos Itakura. “Desde que comprei meu primeiro carro, nunca mais fiquei sem contratar seguros. Além de assegurar o bem, também posso contar com assistência técnica ou um socorro em uma situação mais grave”, comenta. Atualmente ele mantém segurados dois carros, a sua imobiliária, o apartamento alugado onde vive e até a casa que está sendo construída já tem seguro. “Nunca precisei acionar a seguradora. Mas prefiro manter as apólices em dia. Porque seguro é algo que a gente só sente falta quando precisa e não tem”, afirma.

    Luis Carlos Itakura - Imobiliarista e cliente da A1 Corretora de Seguros

    Itakura diz que encara o pagamento mensal dos prêmios para a seguradora como a manutenção de um investimento que fez. “Não vejo a mensalidade que pago como despesa, mas sim a continuidade e a garantia do investimento”, comenta.

     

     

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